Sabedoria e Conhecimento são sinônimos? Sabedoria de Tiro Policial e Conhecimento de Tiro Policial são sinônimos? Tudo aquilo que se aprende em termos de disciplinas em quaisquer cursos de formação ou especialização policial é revestido destes dois conceitos.
Existe sutil diferença entre conhecimento e sabedoria, ao passo que também se consiste em enorme diferença. Sutil talvez no que a grande maioria das pessoas acredita que o detentor de sabedoria é também o detentor de conhecimento ou vice-versa.
Grande equívoco se não fossemos pensar na diferença entre um quadrado e um cubo. O quadrado, planamente e obviamente, é o conhecimento. Vêmo-nos somente em dois planos: largura e profundidade. Já o cubo, a sabedoria, pois o vêmos em três dimensões: largura, profundidade e altura.
Neste sentido, a aplicação do conhecimento do quadrado poderia ser infinita sob a ótica do cubo. Neste sentido também, a aplicação da doutrina policial, sob o aspecto do Tiro Policial, poderia ser compreendida como conhecimento necessário para se chegar à sabedoria da sua aplicabilidade no cotidiano do aplicador da lei.
O conhecimento na sua essência, sempre provém de alguma fonte externa, pois aqui o autodidatismo [1] não se aplica. Absorvemos o conhecimento tal como uma esponja absorve a água. Por conseguinte a sabedoria provém de nossa fonte interior do ser, pois advém da síntese de nossas vivências e reflexões já amadurecidas, neste universo, a prática policial.
Nesta percepção então, passaremos a abordar nos próximos capítulos, nossa interpretação dos saberes necessários ao policial militar do futuro, analisando instâncias práticas que não possuem nenhum programa educativo, escolar ou universitário.
O conhecimento na sua essência, sempre provém de alguma fonte externa, pois aqui o autodidatismo [1] não se aplica. Absorvemos o conhecimento tal como uma esponja absorve a água. Por conseguinte a sabedoria provém de nossa fonte interior do ser, pois advém da síntese de nossas vivências e reflexões já amadurecidas, neste universo, a prática policial.
Nesta percepção então, passaremos a abordar nos próximos capítulos, nossa interpretação dos saberes necessários ao policial militar do futuro, analisando instâncias práticas que não possuem nenhum programa educativo, escolar ou universitário.
Abordaremos de acordo com a vivência policial da rotina diária das atividades e práticas policiais, nuâncias do Tiro Policial por vezes ignoradas, subestimadas ou fragmentadas nos processos ensino-aprendizado e formação continuada individual, processos esses que devem ser colocados no centro das preocupações sobre a formação continuada dos policiais militares como profissionais aplicadores da lei e futuro de nossas instituições.
[1] Autodidata é a pessoa que tem a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas. O próprio indivíduo, com seu esforço particular, intui, busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.